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Publicação revisada em 22/05/2016. Comentários em vermelho.

Há muito, muito tempo atrás em um terra muito, muito distante, a otimização de mecanismo de busca era simples e gratuita. Naquele tempo tudo o que você precisava fazer para o seu site aparecer bem nos sites de busca era repetir uma palavra-chave como um mantra em vários sites e pronto! Seu site apareceria em todos os sites de busca.

No final dos anos 90, quando comecei a fazer uns sites usando tabelas e gifs animados (um deles ainda está no ar clique para ver! kkkkk), a internet tinha uma rainha: Pamela Anderson. Ela foi a mulher mais “baixada” na internet durante alguns anos. Alguns marqueteiros especializados em mecanismos de busca viram uma ótima oportunidade em ganhar dinheiro fácil e começaram a colocar em diversos sites, que nada tinham a ver com a estrela siliconada de “Baywatch”, variações do nome de Pamela Anderson. O resultado? SPAMela Anderson. O Yahoo e outros mecanismos de buscas da idade da pedra lascada começaram a mostrar resultados de busca para “Pamela Anderson” que eram totalmente irrelevantes. Isso aconteceu há muito, muito tempo atrás, antes do Google revolucionar a internet com seu algorítimo baseado em relevância.

Hoje em dia, apesar da maravilha Google ter facilitado tudo para os internautas, está cada vez mais difícil se posicionar bem em uma busca para os termos relevantes para o seu site se você não souber exatamente o que fazer. Otimização de Mecanismo de Busca (SEO) se tornou uma indústria multi-milionária e os valores que as empresas de SEO cobram pelos seus serviços podem passar facilmente das dezenas de milhares.

Por incrível que pareça em 2016 está mais fácil conseguir bons resultados do que em 2012. Hoje, investe-se muito em marketing de conteúdo esperando o SEO acontecer “naturalmente”. Com isso, ficou mais fácil superar os concorrentes, especialmente em mercados menores.

Então, você é o dono ou gerente de uma pequena empresa que acabou de gastar uma grana para fazer um site super legal para os seus clientes. Ou então é o fundador daquela startup com um MVP prontinho para ser testado? Apesar disso, ninguém consegue achá-lo e agora não tem dinheiro pra nada, quanto mais para uma campanha de SEO que custa alguns milhares de reais. E agora o que fazer? Relaxe. O segredo é começar pequeno e ir crescendo aos poucos, aprendendo a andar antes de correr.

Filosofia ineressante, mas e a prática? Bom, vou te mostrar algumas dicas de como você pode começar a fazer otimização de mecanismo de busca no seu site, sem uma sangria financeira.

Comece onde você está

Se você tem uma lanchonete que atende ao público do seu bairro, pra que competir no Google com o McDonnald’s ou o Bob’s? O Google, e consequentemente todos os outros mecanismos de busca, perceberam que para o cliente local é mais relevante a lanchonete da esquina que as grandes redes e está investindo muito em resultados de busca local.

Em 2012 o Google estava começando a investir em buscas locais e resultados para dispositivos móveis. Agora em 2016, isso já é uma realidade em quase todos os nichos.

Comece estabelecendo e otimizando sua página local no Google (Google Meu Negócio) e utilizando termos de pesquisa locais. Apesar de ter um volume de busca muito menor os resultados serão mais específicos e sua competição menos acirrada.

Voltando ao exemplo da lanchonete, digamos que a sua seja no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro. Ao invés de colocar em seus links “lanchonete” ou “hambúrguer” coloque “lanchonete no Rio de Janeiro” ou “lanchonete em copacabana” ou ainda “lanchonete em copacabana, Rio de Janeiro”. Se você está em uma pequena cidade a primeira opção é a melhor, mas se está em uma grande capital, como Rio de Janeiro ou São Paulo, a segunda ou terceira opções irão eliminar mais competidores irrelevantes e aumentar o retorno das buscas.

Faça o teste agora! Abra uma nova aba no Google e procure pelo seu produto ou serviço. Agora faça a mesma busca colocando o nome da sua cidade ou bairro no final. Viu como o tamanho das empresas que aparecem e a concorrência diminui? (se não diminuiu muito é porque você está em um nicho competitivo. O ideal neste caso é buscar palavras-chave alternativas)

Links fáceis e de qualidade

A maioria das cidades e estados têm sites e diretórios locais, administrados pela prefeitura ou pelo governo do estado, onde você pode colocar seu link. Normalmente essas listagens são gratuitas e tudo o que você precisa fazer é preencher um formulário e provar que você existe. Assim, você terá links de sites .gov que são, em média, 5 vezes mais potentes no Google que os outros sites.

Da mesma forma você pode se tornar membro de uma associação local. Alguns exemplos são as Associações de Comércio, as CDLs e as Conventions & Visitors Bureaus. Essas organizações normalmente têm sites muito poderosos, em especial se a terminação dos seus sites for .org.

Além disso, ser ativo e útil a comunidade local pode lhe gerar grandes resultados. Se você ajuda ou patrocina alguma escola ou associação educacional e pode ser listado em sua página, isso lhe renderia um bom link .edu, que é muito valioso. Mesmo se esse tipo de apoio não está disponível em sua região, tente participar dos fóruns e blogs ajudando-os em assuntos relevantes ao seu negócio. Dessa forma você pode colocar um bom link para o seu site em um comentário do blog ou resposta do fórum.

Diretórios também são ótimas fontes de links. O do Yahoo, um dos mais antigos e valiosos da internet, é pago e um pouco caro (apesar de valer cada centavo), mas tem algumas promoções para negócios locais que podem até sair de graça. De qualquer forma, busque diretórios gratuitos, pois lhe garantirão ótimos links que podem não gerar muito resultado em termos de palavra-chave, mas passam boa qualidade de PageRank.

Outra estratégia para conseguir bons links é com a publicação de artigos em diretórios de artigos. Essa já foi a principal forma de se conseguir bons links há alguns anos, mas algumas pessoas exageraram na dose e os links desses diretórios não são mais tão bons assim. De qualquer forma, é de grão em grão que a galinha enche o papo, e se você escrever bons artigos sobre o seu mercado, que realmente ajudem os leitores, você vai conseguir muito mais do que links com seus artigos.

Nem pense em conseguir links arificiais ou de spam. Links artificiais são aqueles que você paga para um site clocar um link para o seu. Spam de link é comentar ou publicar algo em um fórum ou blog que não tem nada a ver com o assunto só pra colocar um link pro seu site. Desde as atualizações do Panda e do Pinguim, que ainda estavam no inicio quando publiquei esse artgo, o Google não só está desqualificando esses links como rebaixando os sites que usam esse tipo de estratégia.

Ferramentas para webmasters

Não se esqueça nunca, repito, NUNCA, de instalar as ferramentas do google para webmasters (webmasters.google.com). Agora chama-se Search Console. Esse presente do Google para os webmasters vai ajudá-lo a ver o seu site exatamente como o google vê.

Leia sempre a área de diagnóstico que lhe dirá quais as páginas que estão fora do ar, quais estão com conteúdo duplicado e se o seu sitemap está funcionando corretamente. Isso vai lhe ajudar a resolver problemas internos que podem estar ativando os filtros do Google e diminuindo a pontuação de qualidade do seu site. Uma vez identificados os problemas, o administrador do seu site saberá como resolvê-los – se ele não souber, demita-o e nos contrate ;).

Ofereça conteúdo especializado

Antes de começar o seu negócio você se tornou um expert no seu nicho de mercado, certo? Então vai ser moleza para você ou alguém da sua equipe escrever alguns artigos para o seu site. Você pode começar com um FAQ simples e depois pode aumentar o nível de sofisticação e profundidade das suas publicações.

Vai ser ainda melhor se você criar um blog, no seu site mesmo, e colocar ali as promoções, pensamentos e até opiniões sobre o desenvolvimento atual da sua área de atuação. Isso vai lhe dar credibilidade e proximidade junto ao seu público-alvo.

Sem mencionar que se o seu conteúdo for bom, outros sites irão criar links para o seu, mas isso já é óbvio demais…

Dois dedos de prosa

Eu estava lá quando o Flash foi criado. Não, não estava na Macromedia (infelizmente), empresa criadora do Flash, mas eu o uso desde a primeira versão. Sair daqueles sites cheios de tabelas e gifs animados e passar a utilizar algo gráfico, limpo, com animações infinitas era uma verdadeiro sonho. O sonho foi desfeito quando me deparei com a lentidão desses sites e a complicação em atualizá-los. A dificuldade em indexá-los corretamente matou de vez o sonho, que foi trocado rapidamente pelo sonho do CSS, que faz quase tudo que o Flash faz por um site, com a vantagem de ser leve e indexável.

Você pode ter o site mais lindo da internet, com diversos prêmios de design, mas de nada adianta se ninguém pode achá-lo. Se você está planejando encher o seu site de animações em Flash, imagens e vídeos, lembre-se que o Google não pode “ler” nada disso. Pelo menos não tão bem quanto ele “lê” texto. Afinal o verbo aqui é “ler” e não “ver”.

Ok, (quase) ninguém usa mais Flash para sites, mas existem novas formas de criar um site sem mostrar o seu conteúdo em html, como Angular por exemplo. É importante nestes casos entregar para os robôs dos mecanismos de busca uma versão em html puro do seu conteúdo.

Texto é a base de todas as buscas atualmente (mesmo as buscas em voz tão comuns hoje em dia são convertidas para texto). As pessoas digitam um texto, não imagens nos mecanismos de busca. Até a recém-inaugurada (rs) busca por imagens do google utiliza a descrição e o texto ao redor da imagem para achar imagens relevantes àquela. Não importa quão bem você descreva as suas imagens ou coloque tags “alt” nelas, se o Google não encontrar texto relevante no seu site você não vai estar bem no ranking.

O princípio é simples: equilibrar bem a qualidade do conteúdo e do design. Falando bonito a forma não pode sobrepujar o conteúdo e o inverso também é verdadeiro. Falando de forma prática, mantenha perto das suas imagens e vídeos, textos que tenham relação com o conteúdo visual. Use apropriadamente os negritos, cabeçalhos, links e legendas. Dê ênfase às palavras-chave e certifique-se de que a contagem de palavras é apropriada. Revisando e atualizando: a experiência do usuário manda, ponto.

Leve uma vida leve

A velocidade de abertura de um site é um fator significante na pontuação para o Google. Os sites que abrem rápido proporcionam uma melhor experiência para o usuário, dando-lhes uma vantagem na competição com outros. E a experiência do usuário é tudo o que importa pro Google (dizem as más línguas que o lucro dos acionistas conta mais… mas isso é outra história).

Isso não tem muito a ver com o “ping” do site, mas com quanto tempo leva para ele ser completamente baixado pelo browser. Logo, não é necessário comprar um servidor dedicado e colocar sua conexão em supercondutores. É só seguir alguns passos simples:

– As imagens têm que estar em formatos e tamanhos apropriados. A não ser em casos muito específicos que exijam alta-definição, JPG e PNG com 72 dpi de definição são suficientes para qualquer site.

– Flash deve ser utilizado com parcimônia (falei bonito, né?). Não, eu não odeio o Flash, mas acho que ele é muito mal utilizado, ainda mais agora que temos CSS e HTML5. Estude essas alternativas que, além de mais baratas, têm uma usabilidade melhor. (dica velha… eu sei)

– Os vídeos podem e devem ser hospedados em outros sites (exceto quando você precisar de uma qualidade muito superior e tiver um servidor formidável). Hoje os serviços de vídeo hospedagem oferecem tudo o que você precisa para não precisar hospedar seus próprios vídeos.

– Peça aos desenvolvedores do seu site para manter o html limpo, com o mínimo possível de comentários e funções desnecessárias.

Duas novidades para 2016

– Utilize um certificado SSL. O Google utiliza a criptografia do site como um fator para classificá-lo e vem indicando que esse fator vai ganhar força ao longo do tempo. E para ter um certificado gratuito: letsencrypt.org.

– Tenha um site responsivo ou otimizado para dispositivos móveis. O objetivo do Google é não mostrar mais sites não otimizados nos resultados de pesquisa móvel, feitas em smartphones e tablets. Por isso ele está diminuindo a posição desses sites e aumentando a posição dos que são otimizados. 

Se você seguir as dicas acima certamente já estará um passo a frente da maioria dos seus competidores, sem precisar fazer um empréstimo de longo prazo nem hipotecar a sua casa ou vender o seu carro.

Qual é a sua principal preocupação em relação a divulgação da sua empresa e do seu site? Comente abaixo que iremos ajudá-lo!

Até Mais

RicardoLG